
Porque A Mulher Fica Desleixada Depois Do Casamento E Como O Homem Retalia Esse Desleixo Com Micro-Vinganças.
Vamos ver a sequência completa.
Primeiro, a mulher “se desleixa”, em parte por razões biológicas – parte natural. Após o casamento, o cérebro começa a libertar uma grande quantidade de ocitocina, que é o químico que produz segurança e apego, mas em contrapartida, também faz com que ela sinta que “como já foi conquistada, não precisa mais de usar toda a energia para manter o cuidado com a imagem e a sedução”.
Os primeiros dois anos são o pico da satisfação conjugal, é como se – o trem de montanha‑russa – do casamento tivesse chegado ao topo e começasse a cair. Isso não se chama desleixo, chama-se mudança hormonal. E é aqui que começa o “braço de ferro” conjugal.
Um artigo publicado no Journal of Family Psychology em 2017 mostrou que quando a ansiedade de apego aparece, homens e mulheres tendem penalizar de várias formas o/a parceiro/a por se sentirem “desvalorizados/as”. Isto acontece com o que eu chamo de micro-vinganças. E neste quesito, ambos têm culpa no cartório.
Tudo começa como causa natural e termina em “braço de ferro” conjugal.
O homem que não tem essa questão hormonal, precisa de ser continuamente “incentivado”. Mas quando ele sente que a mulher já não se esforça mais na relação, no que diz respeito a manter o cuidado com a imagem e a sedução, aí começa o “braço de ferro” através das micro- vinganças. Ele começa por deixar de elogiar, deixa de ajudar, deixa de tomar a iniciativa.
E a mulher que não quer ficar em desvantagem o que ela faz? O mesmo! Ela vê que o marido já não a ajuda, já não a elogia, então a “vingança” dela é: “Se ele não faz o que eu quero, eu também não faço o que ele quer.” Não cozinha para ele, não lava a roupa dele, deixa de falar com ele, evita a intimidade com ele. E por aí vai.
Um estudo no campo de conflitos conjugais descobriu que o “ciclo vicioso de perseguição da esposa e fuga do marido” é um dos padrões de conflito mais comuns: a esposa sente-se ignorada e começa a cobrar e a criticar, o marido cala-se e afasta-se, a esposa fica mais furiosa e cobra e crítica mais ainda, e aí o marido fica mais frio ainda.
Um estudo da Universidade de Harvard descobriu que este “toma lá, dá cá” de hostilidade é de facto uma tática de escalada de conflitos – em vez de conversarem sobre o que está acontecendo e sobre as suas insatisfações, ambas passam a enviar sinais negativos um para outro, esperando que o outro entenda através dessas micro-vinganças o tamanho da sua insatisfação e aí, a relação vai montanha abaixo tornando-se cada vez mais fria e conflituosa.
Por fim, a relação afunda-se. Ele sente-se mais um empregado do que um parceiro, ela sente-se mais uma empregada do que uma amante. Nenhum dos dois é “má pessoa”, mas ambos estão a usar o pior método possível para expressar o que precisam.
Mas há uma solução, e não é o divórcio.
A investigação mostra que a inteligência emocional prevê a qualidade do apoio conjugal — pessoas com elevada inteligência emocional sentem que os seus parceiros são menos hostis e mais compreensivos. E a “reavaliação cognitiva” também é uma estratégia eficaz: permitir que os casais reconsiderem os conflitos de uma perspetiva de “terceiro neutro”. E o que é a perspetiva de “terceiro neutro” é a capacidade de olhar para um conflito conjugal como se fosse um observador externo, imparcial, sem defesa nem ataque – alguém que não está emocionalmente envolvido e por isso consegue ver o que os dois, dentro do olho do furacão, não conseguem. O problema é que é quase impossível para o casal colocar-se nessa posição sozinho. Cada um está demasiado dentro da sua própria dor, das suas razões, das suas mágoas, para conseguir sair de si e ver o quadro completo. É por isso que a hipótese mais inteligente não é tentar ser o seu próprio terceiro neutro – é contratar um: um coach, um mentor, um terapeuta ou um conselheiro matrimonial. Essa pessoa é treinada para ser exatamente isso: o olhar de fora que não toma partido, que não se deixa levar pela emoção do momento, e que ajuda os dois a verem o que não conseguem ver sozinhos. Contratar um terceiro neutro é infinitamente mais barato do que contratar um psiquiatra para tratar a depressão que vem depois – ou um advogado de divórcio para dividir o que sobrar. É a diferença entre investir na relação enquanto ela ainda respira, ou pagar para o velório e o enterro daquilo que um dia foi um sonho realizado.

CASADA/O: Então, para quem já está casado e numa relação que se está a deteriorar pare com as suas “micro-vinganças” e comece a “escolher”. Escolha dar o primeiro passo para encontrar a solução. E esse primeiro passo pode ser agendar agora mesmo o teu CHÁ DE REVELAÇÃO: é uma sessão online de 30 minutos – comigo e gratuita – para te ajudar:
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