
A Solidão em Portugal que apesar de não ser ver nas estatisticas nem esparramadas nos noticiários, um milhão de pessoa a sente na pele todos os dias.
A Teresa tinha 49 anos quando se viu sozinha pela primeira vez. Não sozinha no sentido de “não ter ninguém”. Tinha colegas de trabalho, tinha amigas do ginásio, tinha uma mãe que ligava todos os dias. Sozinha no sentido de chegar a casa, fechar a porta e sentir o silêncio como um peso. O filho tinha ido estudar para o Porto. O divórcio completara cinco anos. O último namorado, aquele que lhe dizia “vamos com calma“, desapareceu sem explicação depois de seis meses de enrolanço.
Ela sentava-se no sofá, ligava a televisão para fazer barulho, e desligava-a passado meia hora porque não prestava atenção ao que via. O que ela queria era alguém ao lado. Não apenas para conversar. Para estar. Para dividir o silêncio. Mas nunca dizia isto a ninguém. Dizia “estou bem assim”, “já não tenho idade para estas coisas”, “o que tiver de ser, será”. E acreditava. Ou queria acreditar.
Do outro lado do país, o Ricardo, 52 anos, empresário, também chegava a casa vazio. O escritório era cheio de gente, reuniões, problemas para resolver. A casa era o vazio. Já tinha tentado apps de encontros. Dois encontros que não levaram a lado nenhum. Um terceiro que até parecia promissor, mas que desabou quando ela lhe disse, ao fim de três semanas, que “afinal ainda não estava preparada”. Ele desistiu. Não por orgulho. Por cansaço. E por medo. “Já perdi metade do que construí num divórcio”, dizia a si mesmo. “Não vou perder o resto numa aventura de seis meses”. E fechava a porta. E ligava a televisão. E adormecia no sofá. A Teresa e o Ricardo não se conheciam. Não tinham amigos em comum. Nunca se cruzaram. Mas partilhavam a mesma rotina, a mesma cama vazia, o mesmo pensamento ao fim do dia: “o que é que se passa comigo?”
A Solidão em Portugal: O que as estatísticas não mostram.
Portugal é o 4º país da UE com maior percentagem de pessoas a viver solitárias. Mais de um milhão de portugueses chegam a casa, fecham a porta e passam a noite sem trocar uma palavra com ninguém. A Teresa e o Ricardo fazem parte desse milhão. Não são casos extremos. Não são pessoas sem rede de apoio. São pessoas como você, como o seu vizinho, como a sua colega de trabalho. As estatísticas dizem que estão sozinhos. O que as estatísticas não dizem é quantos deles já desistiram de tentar. Quantos nem sequer abrem mais as aplicações de encontros. Quantos preferem o sofá ao risco de mais uma desilusão. E o que as estatísticas também não dizem é que a maioria destas pessoas podia estar a dois, em um relacionamento digno de ser vivido . Não por acaso, mas de propósito e com preparação.
O preço invisível da Solidão em Portugal.
A Teresa juntou dinheiro durante dois anos para uma viagem à Madeira. Acabou por ir sozinha. Tirou fotografias na paisagem, sorriu para a câmara, publicou nas redes sociais com a legenda “a melhor companhia sou eu“. E acreditou nisso.
O Ricardo entrou num grupo de caminhadas. Conheceu gente, trocou números, ficou por ali. Nunca convidou ninguém para um café. Tinha medo de ser mal interpretado. Ou de interpretar mal. Ambos estão sozinhos. Ambos têm tudo para não estarem. Ambos partilham a mesma crença: de que o problema está lá fora, nos outros, no mundo.
A verdade é mais dura e mais simples: o problema está na falta de preparação.
A pergunta que fica: Se a Teresa ou o Ricardo tivessem feito, cinco anos antes, um trabalho sério de autoconhecimento, se tivessem descoberto os seus valores pessoais, se tivessem aprendido a investigar um pretendente sem medo de parecerem intrusivos, será que estariam hoje a adormecer no sofá? Não sei. Mas aposto que não. E aposto que você, que está a ler isto, conhece pelo menos uma Teresa ou um Ricardo. Ou talvez seja um deles. Se for, a solução que o Laboratório do Relacionamento 40+ apresenta é para si!
“Mais Vale Estar Só Que Mal Acompanhada/o” | Será Esta A Justificação Para A Solidão Em Portugal?
Como já falado anteriormente, o nosso país é o 4º país da União Europeia com maior percentagem de pessoas a viver em solidão. Este número já devia ser um susto. Mas o susto maior é o que as estatísticas não mostram. As pessoas que vivem em solidão não são todas iguais. Há as que escolheram esse modo de vida – e isso é liberdade. Há as que desistiram – e isso é cansaço. Há as que têm medo – e isso é prisão. E há, as mais tristes de todas, as que já nem sabem se escolheram, desistiram ou têm medo – apenas estão lá, como móveis velhos numa casa vazia.
Esta solução não foi criada para os que optaram por viver sós por liberdade. Nem para os que cansaram – por preguiça ou desilusão – de viver acompanhado/as. É para os que, querendo viver com companhia, mesmo assim estão com medo de errar na escolha e se meter numa enrascada, e por isso vão justificando a sua solidão com o provérbio popular: “mais vale só que mal acompanhado/a“. E eu entendo o medo. Quem nunca teve que viver com um parceiro/a que mentia, que desaparecia, que tratava mal, que era violento/a físico ou psicologicamente, que sugava o dinheiro e a paciência? Quem nunca saiu de uma relação a pensar “para nunca mais“? O problema é que, ao evitar a vida com uma má companhia – aquela que trai, que desrespeita, que desvaloriza que gasta o que não tem, que se aproveita, que transforma o lar num campo de batalha – essas pessoas também evitam a possibilidade de viverem bem acompanhadas. Daquele/a que acorda ao lado e dá bom dia com um sorriso ou com um beijo. Daquele/a que faz o pequeno-almoço sem ser preciso pedir. Daquele/a que segura a mão nos dias maus. Daquela que partilha o silêncio sem precisar de preenchê-lo com palavras. O medo de errar fecha a porta ao acertar. E a porta, quando se fecha, fecha-se para os dois lados. A verdade é mais dura e mais simples: o problema está na falta de preparação.
Não é bom para você estar só.
A Bíblia diz, no Gênesis (2:18): “Não é bom que o ser humano esteja só“. Não é uma sugestão. É uma constatação. Estamos desenhados para a companhia. A solidão prolongada adoece, encolhe, apaga. Mas a Bíblia não diz “qualquer companhia serve“. Diz que não é bom estar só – o que implica que é bom estar bem acompanhado/a. A diferença entre um e outro é o que o Laboratório vai ensinar-lhe a construir.
Sun Tzu, no seu clássico “A Arte da Guerra“, escreveu algo que se aplica perfeitamente à escolha amorosa: “Se conheces o inimigo e conheces a ti mesmo, não precisas temer o resultado de cem batalhas“. Traduzindo para o nosso caso: se você se conhece – os seus valores, as suas linguagens do amor, os seus padrões, seus bloqueios e as suas feridas – e se conhece o outro – os valores dele, as suas linguagens, os seus padrões de comportamento, seus bloqueios mentais e as suas feridas – então não precisa de ter medo de errar. Porque vai escolher com dados e fatos, não com palpites. E o medo, esse inimigo silencioso que o mantém preso/a, dilui-se quando a informação e o conhecimento entram em cena. É precisamente essa a proposta de valor do Laboratório do Relacionamento 40+. Trazer clareza sobre quem somos num relacionamento – e sobre quem é o outro/a que quer entrar na nossa vida. Para que o medo deixe de ser um travão e passe a ser um alerta útil, não uma prisão.
Incongruência Ou Insensatez Que Talvez Leve A Solidão em Portugal?
As pessoas, quando perdem o emprego na meia idade, se apressam a fazer cursos e pós-graduações para se atualizarem e se prepararem para a reentrada no mercado. Gastam milhares de euros, centenas de horas, esforço e humilhação. Porque não fazem exatamente o mesmo quando se trata de relacionamento – que é tão ou mais importante que a carreira? Resposta: porque nunca ninguém lhes disse que era possível preparar-se para amar (através de um relacionamento). Porque acham que o amor é pura emoção e que acontece na sorte, pelo destino ou obra do acaso. E por isso só confiam no sexto sentido e na experiência de vida. E é aí que se enganam. E é aí que se muitos se metem numa enrascada por décadas.
Um relacionamento errado custa mais do que uma separação ou divórcio. Custa anos de terapia, noites em claro, dinheiro em advogados, desgaste físico, e por vezes a própria paz de espírito.
Um divórcio litigioso em Portugal pode custar entre 5 mil a 20 mil euros para a classe média, dependendo da complexidade do processo. Para quem tem menos recursos, existem apoios jurídicos mas o custo emocional não tem apoio que o compense. Fora o que não tem preço: a tranquilidade de poder dormir em paz e sem remorsos. Agora compare com o investimento na preparação, como é o caso da nossa mentoria de imersão LR40+ ou do nosso “Clube Pré-Namoro 40+”. Não é caro. É preço de chuva. O que é caro é continuar a fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Como repetia Einstein: “loucura é fazer sempre o mesmo e esperar resultados diferentes“.
Porque é que tantos casais conflitam?
Dentro de quatro paredes, as pessoas não precisam usar máscaras. Ali são quem são com os seus padrões, bloqueios, valores e crenças. Ali não há “bom comportamento” para impressionar. Ali a pessoa é quem ela realmente é. E quem ela é, às vezes, é feio. O ser social de uma pessoa é apenas a ponta do iceberg que ela nos permite conhecer. É o sorriso nos primeiros encontros, a educação no café, a simpatia nas mensagens. O que ela é de verdade – sem máscaras nem maquilhagem – é igual a toda a massa que suporta o iceberg: o seu carácter. Esqueça a ponta do “iceberg” pessoal. A ponta mostra apenas o que a pessoa parece ser, não o que ela é de verdade. Conheça a massa invisível. O caráter da pessoa quando ninguém que ela queira impressionar está a ver.
A forma mais rápida de conhecer essa massa invisível (carácter da pessoa) é prestar atenção a como a pessoa trata os seus entes queridos mais chegados: o cônjuge anterior, os pais, os irmãos. Aí essa pessoa está sem máscaras. Aí, ela é quem realmente é. Como diz o provérbio popular: “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és“. Mas eu digo mais: “Diz-me como tratas os teus (na intimidade), e dir-te-ei como me tratarás a mim“.
Filho/a de peixe, peixinho é.
Por isso, se você for homem, antes de namorar a sua futura esposa, “namore” a mãe dela. Se você for mulher, antes de se comprometer com um homem, preste atenção ao pai dele. Os pais são os programadores mentais dos seus filhos no que toca a relacionamentos. A forma como o pai trata a mãe, ou como a mãe trata o pai, é o modelo que o seu parceiro/a aprendeu como “normal”. Mesmo que seus futuros sogros já tenham falecido, tente saber como se tratavam. Pergunte, observe, investigue. Não é bisbilhotice. É due diligence emocional. Antes de dar o passo importante. Se for homem se pergunte: eu gostaria de ter a minha sogra como esposa? Se for mulher se pergunte também: eu gostaria de ter o meu sogro como marido? Se a resposta for não, talvez ou não sei… tenha cuidado. Abra o olho. Como diz o povo: “Filho/a de peixe, peixinho é”.
Isso não significa que pessoas de famílias disfuncionais estão condenadas a não encontrarem ou a não serem escolhidas por ninguém. Significa que precisam fazer ou ter feito – um trabalho de autoconhecimento para ressignificar suas programações mentais e emocionais recebidas na infância, para não repetir os padrões de pensamento, sentimento e comportamento que aprenderam na família de origem. E esse trabalho, se não foi feito, mais tarde ou mais cedo eles aparecerão dentro do atual ou futuro relacionamento. E quando aparece as coisas tendem em ficar feias. E identificar esse risco, é o nosso trabalho no “Laboratório”
O grande erro.
O grande erro em muitos relacionamentos é tentar transformar o cônjuge numa versão diferente de si mesmo. “Vou mudá-lo.” “Vou fazê-lo/a ver as coisas como eu vejo.” ”Com o tempo, ele/a aprende.” Esqueça, você já tem dificuldade de se mudar o que dizer de mudar o outro.
Iguais dão-se melhor.
Não é uma opinião. É um facto. Carl Jung dizia que “aquilo a que resistimos persiste” – e tentar mudar o outro é a forma mais certa de garantir que ele não muda. A harmonia de valores pessoais é o único preditor fiável de longevidade relacional. Por isso, em vez de gastar a sua energia – entre outros recursos – na vã tentativa de transformar o outro na sua alma gémea, prepare-se para buscar ou atrair a alma gémea antes de se comprometer. Como diz o provérbio: “Mais vale prevenir do que remediar“. E no amor, prevenir chama-se Método do Pré-Namoro (o antivírus). Sem o processo do Pré-Namoro, o namoro poderá estar seriamente comprometido. E o relacionamento corre o risco de abortar ou nascer doente ou com defeito. Pode parecer duro. E é duro. Mas é mais duro passar os próximos vinte anos a olhar para o lado na cama e pensar: “onde eu fui me meter?“

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“Feliz será aquele que olhar para o relacionamento não como um/a artista imaginando a sua futura obra, mas como um/a engenheiro/a avaliando a estrutura de uma casa pensando na dureza dos invernos que hão de vir.” Brígido Silva
Brígido Silva
Mentor e fundador do Laboratório do Relacionamento 40+
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